quinta-feira, 30 de abril de 2009

Famous Firsts (Famosas primeiras aparições)

por André "Fox" Dembitzky

Olá e bem vindos a uma nova quinta-feira.

Antes de qualquer coisa, Stalker, você fará falta! Mas como eu sei que o mais importante é o trabalho, go, go, go, Stalker! O trabalho é tudo.

Bem, retornando exclusivamente ao Magic, hoje vou voltar a um tipo de matéria que eu comecei no Mastigando e que teve uma razoável repercussão entre os jogadores novos e antigos.

Alguns cards tornam-se stamples cards. Isso quer dizer que eles são cards referência e que quando são lançadas novas coleções a gente sempre procura uma relação com os cards mais antigos que fazem coisas parecidas. Um exemplo é o Ofídio. Lançado em Alísios essa pequena cobra tinha a peculiar habilidade de conforme atacar o seu controlador poderia trocar o dano que ela causaria naquele combate por uma compra. Bem, uma criatura azul, 1/3 e que comprava cartas era ótimo num ambiente cheio de monoblues, cercados de baralhos agressivos e rápidos. Um goleiro se necessário e uma draw-engine ótima.

Depois dela, surgiram Gralha Larapia, Mago das Sombras Infiltrador, Selkie Olhos-Frios, etc. Lançaram algumas variações antes e depois dessas, onde a criatura devia ser bloqueada para se comprar, ou o controlador comprava e depois descartava, etc. Mas criaturas que atacam e seu controlador compra um card, todas acabam sendo comparadas ao Ofídio. O primeiro card do gênero e por conseguinte, o stample card.

Esse tipo de texto serve basicamente para mostrar aos jogadores mais novos ao que nos referimos quando comentamos sobre cards novos, semelhantes aos antigos. Por que chamamos de couterspell cards que anulam outras mágicas? Por que Isamaru se tornou sinônimo de criaturas de uma mana 2/2? Ao invés do bom e velho Leões da Savana?

E hoje quero falar sobre esses cards e suas histórias. Muitos cards, mesmo que lançados depois de outros acabam recebendo a honra de se tornar referência. Isso ocorre por que o card na versão mais antiga nunca foi propriamente usado ou o ambiente no qual ele estava inserido não permitia seu uso. Novamente vou colocar alguns exemplos e vocês vão conseguir entender melhor.

Espadas em AradosExilar Extirpar (o de profecia) – Retalhos de Asas Luz Devoradora - Troca de Berço Caminho para o Exílio

Essa seqüência pertence a família de Plowshares mais usados. É possível notar que eles diminuíram a potência dos cards, com o passar do tempo, para que não fossem tão fortes quanto o card original, mas também logo na seqüência ele perceberam que eles podiam ampliar um tanto o seu poder de fogo, não tornando-os tão abusivos. Tanto o é que o novo Plowshares é tão bom quanto o original, diferente, mas tão bom quanto.

Outro exemplo

Contramágica Força de Vontade Contradição Arcana - Dissipar Deserção - Dispensar Proibir - Retroceder Contrariar Absorver - Negação Ardorosa - Perturbar Última Palavra - Cancelar Comando Críptico Fratura de Sonhos...

Essa lista é bem maior (e sim faltam alguns cards) mas ela só compreende cards que dizem “anula a mágica alvo. (ponto!)”. Ou seja, se você jogou essa mágica a outra mágica será anulada e fim de papo (a não ser que ela não possa ser anulada, ou o outro jogador anule sua mágica). Não há “se o jogador fizer A, B ou C” não anule, ou espere ou a mágica pode ser jogada novamente, como Lapso de Memória ou Aprisionar. Nem limitações como custos, cores ou tipos.

É possível ver que novamente um card lançado em Alpha fez escola. No outro artigo em que falei sobre o Espectro Hipnótico, mencionei que normalmente as idéias originais vieram de cards da primeira coleção. Mas há exceções sim. São card que nasceram muito depois do lançamento de Magic ou que só puderam ver jogo quando as regras já estavam muito bem estabelecidas e os ambientes de Magic já estavam bem formados. Como exemplos temos:

Jokulhaups Apocalipse Obliterar Sublevação Dragão Engole-Mundos - Expurga-Mundo.

Mesmo essa seqüência tendo cards de outras cores, a estética do cards se mantem – um reset em todas – ou quase todas - as permanentes em jogo proveniente de uma única mágica e no momento que ela resolve. Mas aqui temos um caso um tanto diferente, pois o baralho que trouxe a tona os efeitos de limpar a mesa como mote do baralho, usava tanto a versão de Era Glacial (que havia sido relançada em Quinta Edição) Jokulhaups quanto a versão não anulável Obliterar, então muita gente costuma nomear cards com esse efeito como Obliterar e não com o nome mais antigo. Mesmo porque Obliterar é uma versão beeem melhor do Lhaups. Hoje há uma nova vertente de cards, basicamente quando são azuis, chamados de Upheavels, devido ao card do mesmo nome e que surgiu em baralhos com Terravoros e Psicatogues. Mas basicamente a estratégia é a mesma e o efeito final também.

E falando em Terravoros, temos ali também uma família bem conhecida e jogada de criaturas. Todos originários de outro card de Era Glacial.O bom e velho Goyf. Não, não é o Tarmogoyf, o irmão mais novo é realmente o melhor monstro do jogo, mas ele não foi o primeiro da familiar a fazer sucesso. Todos parecem cair nas graças dos jogadores.

Lhurgoyf Ressurgido - Terravoro Magnívoro Mortivoro - Kagemaro - Detritívoro Tarmogoyf

Normalmente agora lançados em ciclos de criaturas, o Goyf já tem esse nome desde o primeiro lançado. Até mesmo o Ressurgido, de Fortaleza era um “Lhurgoyf” preto e voador. Diferente de outras criaturas que observavam permanentes, os Goyf gostavam mesmo dos cemitérios e quando foram lançados como um ciclo de criaturas em Salvadores de Kamigawa eles mudaram um pouquinho sua origem e partiram para as mãos, o numero de card lá. Mas foi com o Tarmogoyf que eles alcançaram a patente de Stamplecards abolutos, já que provavelmente a partir de Visão do Futuro qualquer criatura que aumentasse seu poder ou resistência conforme um elemento do jogo, seria referido como um “goyf”. Isso já ocorre com o Nixatid, uma criatura preta que observa a mão dos oponentes para saber seu tamanho. E invariavelmente ele é o “Goyf” da mão do oponente.


Esses cards demonstram que idéias antigas podem ser tão recicladas, e fazerem tanto sucesso quanto novidades fresquinhas. E o magic, e o pessoal por trás do desenvolvimento dos card, tem tanto ainda a explorar que mesmo repetindo idéias, como atualmente parecem estar fazendo, com as hibridas e reciclar, as novas idéias estão estocadas ao infinito do tempo. Ou 2012 como dizem alguns que é quando o mundo acabara.

Se olharmos para a maioria dos cards, vamos descobrir um card mais antigo que se tornou um exemplo de card, um stample card, e de onde provavelmente ele foi inspirado. Isso além de tornar a produção um pouco mais rápida e o desenvolvimento e analise de ambientes um pouco mais seguros, também ajuda aos jogadores a se adaptarem aos cards de maneira mais tranqüila. Sem o stress de tentar adivinhar o que pode ser feito com o card, onde ele pode ser inserido, etc.

Um Disco de Nevinyrral é muito semelhante a um Ato Pernicioso certo. Então, mesmo tendo algumas leves diferenças (um é colorido o outro sem cor – um é encantamento e o outro artefato – um só pode ser usado depois de um turno o outro no momento que jogador possuir manas disponíveis) eles têm a mesma função. Ctrl + Alt + Del para tudo que não seja terreno. Então eles são iguais, ao menos, muito semelhantes e por isso mesmo quando foi lançado o Ato era familiar.

E isso não ocorre raramente ou só algumas vezes. Todo o magic, seu ambiente, construção de baralhos, discussões e modo de jogar de seus participantes, depende dessa similaridade dos cards.

Posso pegar um exemplo comentando um blog novo o cantodojogador.blogspot.com. O Victor Galves, vulgo Forroman da Liga abriu um blog novo sobre o ambiente Limited (antigo Tipo 3). Como é que ele poderia fazer uma analise prévia de uma coleção nem lançada ainda, de como se draftar e jogar se os cards apresentados não fossem familiares a ele? Impossível. O jogo não pode ser alterado dramaticamente pois os jogadores ficariam confusos. Mas também não pode continuar na mesma.

Mas algumas vezes, arquétipos ou stample cards surgem quando ambiente é propício.
Um exemplo é o Kavu de Língua-flamejante. Ele surgiu em Conjunção e é uma criatura que obrigatóriamente precisa causar 4 de dano a uma criatura em jogo, mesmo que seja ele mesmo. ele pode ser encarado como um card ruim, visto que você nunca poderia jogá-la sem outra criatura em jogo, caso contrario ela se mataria. Já havia versões desse card antes, mas nada realmente bom. Ou causava pouco de dano ou estava fora da cor ambiente ou era irrelevante sua capacidade para matar alguma coisa, mas foi com ele que criaturas chamadas de “Remoção” entraram em voga e começaram a ser observadas mais de perto quando uma coleção é lançada.

Pode ser que nunca mais vejamos algo parecido e ou se houver, jogando efetivamente, mas mesmo assim sempre procuramos nos novos sets por um novo Kavu, um novo Counter ou um novo Goyf, pois além de os utilizarmos para sermos vitoriosos, também temos aquela coisa de sermos lembrados como os primeiros a notar certos cards e que ninguém deu importância, e que de uma hora para outra se tornaram essenciais ao jogo.

E para deixar vocês mais ligados no nova coleção vou realizar um mini-concurso (não valendo nada além de ter seu nome publicado aqui). Alara Reunida esta sendo lançada correto? Você consegue identificar cinco cards que tenha alguma ligação com outros cards famosos do passado? Quem me responder e for o mais criativo vou fazer uma menção aqui no FoFBr! Enviem seu e-mail para andretalk@ig.com.br , e na semana que vem posto o seu nome.

Só uma outra coisinha, existe um card, que nunca jogou (ao menos competitivamente ) e se tornou referencia para uma centena de outros cards parecidos com ele. E além de nunca ter jogado, o card não faz nada de especial e nem nada de diferente. Sabe qual é?

Ursos Cinzentos. Qualquer criautra 2/2 por duas mana hoje é chamada de urso. É claro que tem criaturas que pela própria representatividade não são chamadas assim, como Mago Interferidor, por exemplo. Mas todos os Magos de guilda de Ravnica, por exemplo, eram chamados de ursos, bons ursos, mas ursos da mesma maneira.

Fico por aqui e aguardo e-mails!

Abraços a todos e até a próxima quinta-feira!

Fox

domingo, 26 de abril de 2009

Stalker_Away

por Leandro "Stalker"

Esse é um post que eu passei uma semana pensando em como escrever. Como diz um famoso tópico da ligamagic "Jogador não para, dá um tempo", e tempo é o que eu estou precisando agora. Eu juro que tentei escrever de infinitas maneiras diferentes, mas não consegui, ou ficava extenso demais, ou piegas demais. No final das contas decidi escrever pouco. Resumindo, tirei "férias indeterminadas" do Magic, e isso inclui escrever no Fact or Fiction também. Pronto, consegui :)

Uma das coisas que eu me orgulho de ter feito no magic é esse blog com o Thorgrim. Retribuir com a comunidade do Magic, trazendo informações que muitos de vocês precisavam mas não tinham acesso porque ninguem escrevia sobre esse assunto aqui no Brasil.

Espero poder voltar em breve

Abraços

Stalker

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Preparando-me para os Classificatórios – parte 2

por Ricardo "Thorgrim" Mattana

Nesta última quarta-feira escrevi a primeira parte do meu artigo, contando como foi o processo de exclusão de decks, até chegar no deck que eu acreditei ser o melhor para este início de temporada.

Já nesta segunda parte, irei falar exclusivamente do BW Tokens. Contarei tudo que aprendi sobre o deck nestes meses de preparação, além de breves comentários sobre a minha participação nestes três primeiros Classificatórios já realizados.

Como ainda não sei se vou conseguir jogar em Rio Claro e o formato deverá sofrer grandes mudanças com a entrada de Alara Reborn no ambiente, espero que o texto sirva de auxílio para quem ainda pretende jogar com o deck neste final de semana.

Definindo a lista

Acredito que 99% dos jogadores, que resolveram jogar de BW Tokens nesta primeira parte da temporada de Classificatórios, escolheram inicialmente a lista que o LSV utilizou em Kyoto e conforme foram jogando com o deck foram atualizando-a ou adaptando-a para o ambiente de sua cidade.

Comigo não foi diferente. Após dar uma boa analisada nas listas de BW que haviam ido bem no PT, duas listas surgiram como fortes candidatas: a já conhecida lista do LSV e uma outra lista, pouco comentada, mas com ótimos resultados, utilizada pelo Raphael Levy, Martin Juza, entre outros europeus.

O que me incomodava na lista do LSV era a ausência de cartas, que eu considerava importantes como Thoughtseize e Marsh Flitter e o fato de apenas ele, entre toda a sua equipe, ter ido bem com o deck.

Já a lista dos europeus me parecia muito forte, onde apenas duas coisas me incomodavam: aquela única Soul Warden perdida no main deck e o sideboard por completo.

Passado o Pro Tour, eis que o LSV escreve em seu novo site um grande report contando sobre sua participação no evento, além de divulgar um vídeo, onde o próprio comentava sobre como ficaria o ambiente pós-Kyoto.

Após ter lido o report e acompanhado atentamente todas as informações que o LSV passou no vídeo, resolvi seguir em frente com sua lista, apenas alterando algumas cartas do sideboard, adicionando uma terceira Plains no lugar de um Arcane Sanctum, pois estava achando que o deck tinha muito pouco terreno básico para buscar caso tomasse um Path to Exile, além de adicionar 2 Marsh Flitter no lugar de 2 Finks, como o próprio LSV havia sugerido.

Desta forma, minha lista ficou da seguinte maneira:

BW Tokens

4 Terror
4 Bitterblossom
4 Spectral Procession
4 Glorious Anthem
3 Ajani Goldmane

4 Knight of Meadowgrain
4 Cloudgoat Ranger
4 Tidehollow Sculler
2 Kitchen Finks
2 Marsh Flitter

4 Windbrisk Heights
4 Reflecting Pool
4 Fetid Heath
4 Caves of Koilos
3 Arcane Sanctum
3 Plains
2 Mutavault
1 Swamp

Sideboard:
3 Path to Exile
2 Wispmare
2 Wrath of God
2 Elspeth, Knight-Errant
2 Head Games
2 Burrenton Forge-Tender
1 Martial Coup
1 Ajani Goldmane

Antes de comentar como o deck se comporta contra os principais decks do ambiente, gostaria de discutir alguns pontos sobre a lista, que eu acredito serem importantes.

Path to Exile vs Terror

Vejo muitas pessoas optando por utilizar Path to Exile no lugar de Terror na lista principal. Em minha opinião, isso é uma das piores mudanças que a pessoa pode fazer na lista do LSV.

Antes de tudo, quero que fique bem claro, que ambas as cartas são muito importantes para o sucesso do deck, mas cada uma possui uma função diferente.

Path to Exile é uma carta fantástica contra qualquer deck que possua Sower, Reveillark e “fat monsters” como é o caso do BG Elves e o Dark Bant, porém o fato dela ceder um terreno para o oponente no início do jogo faz com que ela seja bem pior que o Terror nos confrontos contra 5cc e Kithkins.

Se você está enfrentando um 5cc ou um Kithkins, sabe da necessidade de retirar de jogo criaturas como Wizened Cenn, Plumeveil ou Wall of Reverence no momento imediato que elas surgem na mesa. Com o Terror você pode fazer isto tranquilamente, já com o Path to Exile, tal remoção pode significar um Cruel Ultimatum de turno 6 ou um Cloudgoat Ranger de turno 4.

Quem já jogou contra Kithkins sabe quão importante é ganhar no dado e acelerar um Cloudgoat ou Ajani Goldmane do seu oponente pode ser fatal. De uma maneira geral será preciso analisar se a habilidade de remover a criatura de jogo é mais importante do que o oponente acelerar seu deck e entender que em partidas como Faeries pós sideboard e Dark Bant/BG Elves será muito importante ter no deck de seis a sete spot removals.

Em todo caso, se o ambiente de sua cidade for repleto de Dark Bants e Esper Larks, provavelmente o Path to Exile será mais eficiente, mas enquanto o ambiente for repleto de 5cc e Kithkins, acredito que Terror no main deck é a escolha correta.

Elspeth vs Puppeteer Clique

Uma das cartas que mais me chamaram a atenção na lista dos europeus, foi a Puppeteer Clique. Ela me parecia ser uma ótima resposta contra decks como Boat Brew, Esper Lark e 5cc, porém ela tinha um grande problema – brigava por um slot no sideboard com a Elspeth, que era uma espécie de xodó, assim como o Obina no banco do Mengão.

Algumas semanas antes de treinar a partida contra Boat Brew pós side, eu havia testado BG Elves vs Boat Brew e a Puppeteer tinha se mostrado MUITO boa. Até quando ela voltava um Mogg Fanatic parecia que ela estava sendo extremamente útil e foi com esse pensamento que resolvi testá-la no meu BW.

Não sei se foi uma tarde infeliz ou se ela realmente não é tão importante no deck como é no BG Elves, mas ela simplesmente não funcionou. Como contra 5cc, na maioria das vezes, o máximo que ela poderia buscar do cemitério seria um Mulldrifter e como eu não imaginava tantos Esper Larks no ambiente, acabei optando por Elspeth, que é uma carta que nunca me decepcionou quando entrou na mesa.

Ausências de Thoughtseize e Stillmoon Cavalier

Duas cartas que muitos devem estar sentindo falta na lista apresentada são: Thoughtseize e Stillmoon Cavalier. Para ser sincero, não tenho muitos argumentos convincentes para explicar a ausência de ambos, mas talvez o principal motivo seja pelo fato da maioria das listas do PT também não estarem jogando com eles.

O Thoughtseize me parece uma carta importante contra o UB Faeries e o UR Swans criado pelo Nakamura. Contra decks como Esper Lark, 5cc, Batutinha´s Lark, Grixis Control e qualquer outro deck que tenha Mulldrifter, o Head Games me parece melhor.

Eu até pensei em utilizar o Thoughtseize contra Boat Brew, mas depois de ler um artigo do Gerry Thompson, onde ele explicava o porquê da carta ser horrível neste match, acabei desistindo da idéia.

Já o Stillmoon Cavalier, em minha opinião, é uma carta que funciona melhor no Boat Brew e no Kithkins, pela simples existência do Reveillark. Enquanto no BW Tokens, acredito ser muito mais importante você jogar com cartas como Bitterblossom, Elspeth, entre outros fazedores de tokens para contornar as Wrath of Gods que aparecem no confronto contra mirror e WW pós sideboard.

Se eu fosse jogar com o deck atualmente, manteria o mesmo main deck que eu apresentei no início do texto, porém jogaria com o seguinte Sideboard:

3 Wrath of God
3 Burrenton Forge-Tender
2 Path to Exile
2 Wispmare
2 Elspeth, Knight-Errant
2 Head Games
1 Ajani Goldmane

Martial Coup é uma carta muito boa e em meu ponto de vista, ainda está sendo mal explorada no Standard. No BW ela não funciona como deveria, por que nos confrontos que você gostaria de entrar com ela, a Wrath of God acaba simplesmente sendo melhor. É muito difícil você conseguir colocar sete terrenos na mesa, sem que já não tenha ganhado o jogo ou esteja morto.

Desta forma acho que o Coup se encaixaria melhor em decks como o Boat Brew que joga com 4 Path to Exile e 4 Mind Stone main deck ou em algumas versões do GW Tokens que utilizam Garruk.

Matchup Analysis

Antes de fazer alguns comentários sobre os principais matchups, vou roubar a idéia do Stalker e classificar os confrontos da mesma maneira que ele classificou. Em uma escala de good matchups para bad matchups minhas impressões eram:

Fácil (Matches que em hipótese alguma eu poderia perder nos regionais):
BR Blightning
Dark Bant
BG Elves

Médio-Fácil (Matches que eram favoráveis, mas que existia a chance de perder)
Boat Brew

Equilibrado (Matches parelhos, mas que com um bom plano de sideboard era contornável)
Kithkins
BW Tokens
UB Faeries

Difícil
5cc
Esper Lark

Impossível
UR Swans

Com os matchups devidamente classificados, darei-me ao luxo de apenas comentar os confrontos contra os “Médio-Fácil”, “Equilibrado” e “Difícil”. Os que estão na coluna do “Fácil” realmente são partidas bem tranqüilas, enquanto o UR Swans, eu sempre soube que é um match muito complicado, mas joguei pouquíssimas vezes contra, portanto não tenho conhecimento suficiente para falar a respeito.

Boat Brew

O game 1 contra o Boat Brew se resume a uma carta: Glorious Anthem. É incrível como ela faz com que o jogo fique totalmente ao seu favor. Basta você resolver uma Anthem e punir seu oponente com o seu arsenal de criaturas voadoras.

A partida é relativamente tranqüila, existem apenas duas mãos que te preocupam. O Boat Brew no play abrir de Mind Stone no turno 2, seguido de Vengeant no 3 ou ainda no play, o Boat Brew fazer Procession no turno 3, ativando uma Windbrisk no turno 4, revelando um Siege-Gang Commander.

Uma Vengeant de terceiro turno significa que você no quarto turno terá apenas três terrenos, enquanto ele terá 5, fazendo um provável SGC – ou seja, você estará em más lençóis. É até engraçado dizer isso, mas uma das melhores cartas do Boat Brew neste confronto é a Mind Stone.

Algo que precisa ficar bem claro é a importância do Sculler, quando você está no draw nesta partida ou nos outros confrontos contra W/x. Fazer um Sculler no turno 2 significa que você estará retirando a Procession ou a Ajani do oponente para fazer a sua primeiro.

Pode parecer besteira, mas garantir que sua Procession/Ajani entre primeiro na mesa é a garantia de que você estará sendo o beatdown na partida e isso é tudo que você quer num confronto destes.
O grande problema deste match está nos games pós sideboard. É muito difícil adivinhar que cartas que o Boat Brew entrará contra você. Certamente eles virão com Wrath of God, mas além dela podem aparecer também Wispmare, Volcanic Fallout, Stillmoon Cavalier, Elspeth ou até mesmo Ignite Disorder.

O que eu costumo fazer nesta partida é entrar com a quarta Ajani Goldmane, as 2 Elspeth e trocar alguns Terrors por Path to Exile.

+2 Path to Exile +2 Elspeth, Knight-Errant +1 Ajani Goldmane
-3 Terror -2 Knight of Meadowgrain

Eu não sou muito fã de Terror nesta partida. Os melhores alvos serão o Figure of Destiny, que preocupa realmente só no late game, quando ele estará 8/8 ou um SGC, quando não se tem terrenos para ativar sua habilidade, fora isso não vejo muitos alvos interessantes para o Terror, já que a tendência é o Boat Brew tirar alguns early drops como Orchid ou Fulminator e entrar com cartas como Stillmoon e Fallout.

Elspeth entra justamente para contornar todas estas mass removals que o Boat Brew coloca para dentro. Como não é certeza absoluta, que eles entrarão com Fallout, não vejo necessidade de entrar com os Burrentons, mas caso você tenha certeza que o oponente entrará com eles, Burrenton pode até ser uma boa saída.

Kithkin/BW Tokens

As duas partidas são muito parecidas. Ambos os decks possuem diversas cartas iguais e o jogo se resume a quem consegue colocar mais Anthems ou Ajani primeiro na mesa. Outro fator determinante nestas partidas é ganhar no dado, começar neste match significa que sua Procession, sua Anthem ou sua Ajani entrarão primeiro e você poderá ser o agressor.

O grande problema é que não há muito o que se fazer para melhorar estas partidas, talvez uma tech ou outra no sideboard, uma escolha correta em uma combat phase ou um detalhe ou outro em sua lista principal, mas na maioria das vezes quem abrir melhor acaba ganhando.

São poucos os tricks que você pode fazer durante o jogo e o fator jogador acaba não pesando muito neste confronto. Contra Kithkins eu costumo tirar todos os Scullers, pois é uma carta frágil, que dificilmente segurará o ímpeto dos drop 1 e 2 que o Kithkin possui e você não, enquanto contra o mirror, sai os 4 Terrors.

Contra Kithkin:

+3 Wrath of God +1 Ajani Goldmane
-4 Tidehollow Sculler

Como as cartas que normalmente decidem a partida são as que permitem que suas criaturas fiquem maiores do que as do seu oponente é importantíssimo que você possua 4 Anthem e 4 Ajani pós sideboard.

Talvez este seja o grande trunfo do BW neste confronto. Enquanto você certamente terá estas oito cartas em sua lista, a maioria das versões de Kithkins não utilizam quatro Anthem e jogam com cartas inferiores como Wilt-Lief Liege, para poder lidar com o 5cc. No draw eu recomendaria tirar uma Bitterblossom para colocar um Path ou um Wispmare, dependendo da versão do seu oponente.

Contra BW Tokens:

+3 Wrath of God +1 Ajani Goldmane +2 Wispmare +2 Elspeth, Knight-Errant
-4 Terror -2 Kitchen Finks -1 Tidehollow Sculler -1 Knight of Meadowgrain

Eu vejo muitas pessoas tirando Sculler no mirror, com a desculpa de que ambos os jogadores entrarão com Wrath. Talvez no play possa até ser uma possibilidade, mas no draw, como eu expliquei anteriormente, Sculler é a melhor opção a se fazer para que você consiga manter a postura de agressor na partida, que no final das contas é o que realmente importa.

Outra mudança não-convencional que eu faço é trocar os Finks por Elspeth. Normalmente quando alguém está em vantagem neste confronto é por que tem Ajani/Anthem na mesa e o oponente não, podendo então atacar com pelo menos 3 criaturas por turno.

Em minha opinião, é muito mais importante você estar fazendo uma criatura por turno e ter a chance de transformar seu deck em um deck indestrutível, inutilizando as Wraths do seu oponente do que ganhar 4 de vida e colocar uma criatura 2/1 na mesa pós Wrath, portanto vantagem para Elspeth.

UB Faeries

A partida contra UB Faeries é outra partida muito equilibrada, porém com o fator jogador sendo muito mais decisivo do que nos confrontos contra W/x.
Não tem muito segredo, você estará sempre colocando pressão no Faeries, enquanto ele procura neutralizar suas principais cartas e ganhar tempo para fazer suas Mistbinds e Comandos.

Vale lembrar que você pode matar a Mistbind antes dele champiar alguma criatura, fazendo com que os seus terrenos não fiquem virados e você possa fazer a mágica que quiser.

Neste confronto Terror e Sculler são duas cartas fundamentais e a entrada de Path to Exile o ajuda a lidar com cartas como Mistbind, Scion e Sower, que são de longe seus piores problemas.

Na hora de sidear, costumo tirar os drops mais altos do deck, que são as Ajanis e Cloudgoat Ranger.

+2 Path to Exile +2 Wispmare
-3 Ajani Goldmane -1 Cloudgoat Ranger

As Ajanis são péssimas quando escondidas em baixo da Windbrisk e costumam entrar em um turno onde o oponente poderá ter o Comando na mão ou já estar fazendo múltiplas Mistbinds em sua manutenção.

Já vi alguns jogadores tirando Meadowgrain contra UB Faeries, não me parece o mais certo a ser feito, já que a sua melhor estratégia é estar sempre colocando pressão no Faeries, enquanto ele tenta ganhar tempo para achar suas respostas.

O fato do Meadowgrain possuir iniciativa significa, que ele não consegue trocar 2 tokens ou 1 Mutavault por ele e o life gain ajuda você a ganhar turnos caso precise comprar uma removal para a Mistbind/Sower do seu oponente.

5cc

O 5cc certamente é uma das partidas mais complicadas para o BW Tokens, mas não chega a ser este pesadelo todo que muitos jogadores costumam dizer.

Um dos fatores mais importante nesta partida é você ao longo dela, tentar decifrar a lista do seu oponente. Se ele utiliza o pack de barreiras, se ele usa Cloudthresher ou Broodmate Dragon, se a versão é mais parecida com a do Paulo Cortez/Marcio Carvalho ou com a do Nassif e por aí vai.

A grande vantagem é que o que mais tenho observado nestes Classificatórios são pessoas que não tem a mínima idéia do que fazer quando estão pilotando um 5cc. Como o deck é extremamente difícil de ser pilotado, a tendência é que os jogadores cometam erros e você acabe se beneficiando por isso.
Acho que na hora de sidear, não tem muito segredo:

+2 Head Games +2 Elspeth, Knight-Errant
-4 Knight of Meadowgrain

Eu sinceramente não gosto de Burrenton nesta partida. Por mais que ele ajude a lidar com Fallout, normalmente o oponente estará entrando com Wrath of God, Infest ou até mesmo Scourglass, fazendo com que o Burrenton seja apenas uma criatura 1/1 capaz de prevenir um ataque de Broodmate.

Outras cartas essenciais neste confronto são Kitchen Finks e Mutavault, que serão seus soldados sobreviventes após o arsenal de remoções em massa que o 5cc utilizará.

Queria poder dar mais conselhos sobre o confronto, mas o melhor que eu posso fazer é aconselhá-lo a jogar muitas vezes a partida. Com o tempo você vai percebendo em que horas vale a pena arriscar mais, que horas você deve ser mais cauteloso, como jogar em volta de Broken Ambitions, Fallout, Plumeveil e etc.

Sei que o texto ficou bem grande, mas tinham muitas coisas que eu precisava dizer sobre o deck. Se por acaso alguém ainda tiver alguma dúvida, o e-mail do blog está ai para isso e eu ficarei muito contente em responder.

Acabei não falando muito sobre a minha participação nos Classificatórios, mas é por que eu realmente fui muito mal, fazendo um recorde medíocre de 9-6 com o deck. Apesar de tudo, ainda acredito que o deck seja uma opção válida e pode render ainda muitos classificados para o Nacional.

Espero que tenham gostado do texto e até a próxima!

Mastigando na Quinta Feira - Heróis e Lendas

por André "Fox" Dembitzky

Olá e bem vindos a uma nova quinta-feira. Primeiramente gostaria de parabenizar os diversos vencedores das últimas etapas dos classificatórios ocorridos por todo Brasil. Tivemos boas surpresas, nomes mais do que conhecidos e até alguns novatos. Ótimo! Um bom mix de jogadores para o nacional 2009.

Numa opinião como organizador de eventos, o reconhecimento por seus pares é algo que o ser humano sociável adora ter. Da para notar que quem ganha, gosta do afago no ego quando tem alguém para torcer por ele. E esse reconhecimento deve ser real e viceral no mais estrito sentido da palavra. Alguém, mesmo que seja lá no fundo da multidão assistindo, tem que gritar ao final da partida decisiva do canpeonato: Joãozinho é CAMPEÃO! VIVA!

Esse sentimento de que alguém acompanhou seu desempenho é uma sensação que motiva qualquer um a continuar a perseguir vitórias e objetivos. Até mesmo um FNM ou campeonato casual de loja fica mais emocionante quando há uma torcida, palmas e alguns urras.

Eu fico pasmo ao ver a comumente comemorações esfuziantes em outros eventos. Corridas de carro, atletismo, natação, vôlei. Sempre tem pelo menos a família apoiando, uma namorada, uma esposa, uma amigo do bairro. A lá olimpíadas, tem sempre alguém com esperanças, mesmo que um pouco remotas, de que aquele sujeito no meio da multidão de competidores, poderá vir a conquistar e com isso demonstrar a todos que ele é mais do que mais um.
Mas no Magic isso é muito pouco visto.

Tenho vívido em minha memória os pulos que o nosso querido Bertu deu no salão da Devir quanto o Paulinho “Taubate” ganhou a final do PTQ e, por conseguinte a vaga e a passagem para o Pro Tour. Coisa de equipe talvez, mas também de comprometimento com aquele com quem você se importa. Mas no geral é difícil ver outras pessoas torcendo. No Brasil, pelo menos, a exceção desse desprendimento pela torcida me parece ocorrer apenas no Nacional de Magic.

Ali muita gente toma “partido” de um ou outro jogador, seja por ele ser de seu estado, conhecido ou simplesmente por alguma simpatia imediatista, e realmente acabasse torcendo por aquela pessoa. No Nacional sim eu vejo um tanto do “coração” dos jogadores expostos, enxergo nos espectadores (que em geral são apenas os jogadores mesmo) reações e comentários sobre sorte, sobre treino, sobre o draft, e é possível perceber que eles estão vibrando ansiosos por ver se aquele cara vai levar mesmo o título.

O Magic não me parece um ambiente em que se comemore ou que as pessoas se deixem levar por comemorações. Não que os amigos não comemorem, que os companheiros de equipe não comemorem, mas parece que não temos heróis, não temos ídolos, e com isso ficamos mesmo satisfeitos quando os nossos amigos gritam “Aeee!!!” ao final do evento.

Existem algumas razões para que sejamos assim menos “festeiros” que outros esportes. Mas mesmo sem a festa é importante que tenhamos a quem nos espelhar para buscar o que é melhor para nosso jogo.

Nesse caso, temos até alguns jogadores que todos acabam procurando nos standings de GP ou de PT quando o coverage começa a transmitir. O PV, o Jabá, o Willy e mais recentemente, principalmente pelo winning streak, o Paulo TTE, Brunilski, etc.

Sempre tem alguém que sabe o nome de todos os brasileiros em eventos estrangeiros e sempre posta algo na liga ou outro fórum começando com o “go go go brazucas!!!”. Mas no fundo a impressão que eu tenho é que estamos realmente apenas curiosos com os resultados e não torcendo, como se faz com um time de futebol.

Muito disso eu acredito que seja pela falta de interesse, primeiramente de nossa própria família. Já vi alguns pais (poucos por sinal) levando os filhos para um evento mais importante, ficando com ele até o final e mesmo não sabendo exatamente como são os goods e bads match ups ou que momento naquela torrente de palavras “desconhecidas” descrevendo a partida que seu filho errou, ele permanecesse atento ao que esta ocorrendo e quem esta tomando a dianteira.
E isso não é culpa da torcida não, é provavelmente culpa do próprio jogador.

Não entendeu? Deixe-me explicar.

Nessa semana tivemos a final de um evento realizado na Domain. O evento chama-se Ethernal Domain, e ele consiste de vários eventos menores classificatórios em que seus vencedores recebem um convite para uma final que tenta ser o que o Invitational era. Um show dentro do jogo.

Ta certo que não se pode comparar um evento multimilhardario e caro como um Mundial de Magic ou Invitational com a final do Ethernal Domain, mas, vamos tentar manter em foco que o objetivo é o entretenimento de quem esta assistindo à cobertura, comentários ou apenas saber quem ganhou.

Eu particularmente realizo o Ethernal Domain pois acho muito legal a idéia de valorizar um vencedor. Esse ano fizemos um evento diferente, um leilão de boosters e um evento suíço para definir quem levaria o caneco (ou troféus no caso).

Bem, ninguém levou o troféu. Por quê? Por que eles simplesmente não queriam. Não que isso seja um erro da parte deles, eles simplesmente não tinham tanto interesse de levar o troféu e dizer “Eu venci!!!” .

Em nosso país posso sentir que ter fama e ser reconhecido não é algo que a grande maioria almeje, principalmente por ela ser bem efêmera/passageira. Não queremos ser apontados na rua e alguém vir nos pedir autógrafo. Nós não valorizamos, pelo menos abertamente, ser admirados por algo que fizemos. Queremos ganhar sim, mas virar celebridade? Acredito que não.

E com isso não acabamos por não fazer muita questão que familiares e conhecidos fora do âmbito do Magic venham prestigiar nossas façanhas. É fato que o Magic é um jogo um tanto complicado e muito difícil de assimilar para novos participantes ou curiosos, mas também não deixamos barato nem facilitamos para que as pessoas se familiarizem com ele.

Normalmente não é permitido que pessoas fiquem passeando entre as mesas dos eventos, pois isso pode eventualmente atrapalhar os jogos ainda em andamento e tirar de alguém uma vitória. Bem, se ninguém pode andar no meio do salão para ver os jogos, como raios podemos querer que pessoas se interessem em ficar ali do lado esperando horas pelo resultado de algo que eles nem mesmo podem apreciar e observar corretamente?

Com isso novamente temos vitórias que não podem ser apreciadas em seu máximo. Em outros eventos esportivos, é sempre dada muita ênfase à propaganda do evento, ao show. Ingressos são exemplos disso, já que a maioria dos eventos as pessoas “realmente” pagam para assistir outras pessoas competirem.

Agora, se pudermos juntar esse espetáculo com os jogos acredito que o incentivo para que as pessoas acompanhassem o esporte Magic seria muito maior. Claro que não dá para cobrar ingresso (será?), mas ao menos fornecer uma estrutura melhor para a observação (ao menos um pouco melhor do que tem sido feito até agora) das partidas.

Eu sou da levada de organizadores que fica muito contente quanto alguém pede para dar uma espiada no que está ocorrendo no evento, Provavelmente a pessoa não vai entender nada, mas ao menos não estou excluído-a de algo, e fazendo parecer que ela esta ali como um intruso.

O coverage usual é ótimo, e atualmente é a forma mais difundida de visualização das partidas. Mas até no xadrez, um tipo de jogo muito parecido com o magic, os observadores tem um telão MONSTRO para observar as jogadas entre os participantes. Não em todas as partidas claro, mas ao menos nas mais importantes. Isso seria algo que poderia ser feito com os Feature Matchs, por exemplo.

Gostaria de poder ir a um evento de magic, e de uma sala observar de perto o que ocorre na mesa, as mãos e comentar em voz alta, sem que os jogadores envolvidos pudessem ser prejudicados por isso. Pelo que se fala e se mostra nas transmissões dos PT é exatamente isso que ocorre. Mas será que num futuro próximo teremos isso em nacionais (no Brasil) ou PTQs? Essa é uma ferramenta que pode ser explorada. Uma TV grande, um transmissão wire-less e uma câmera não são difíceis de conseguir. Na devir mesmo pro exemplo, os jogadores poderiam ficar com um juiz em separado numa sala afastada e na entrada do salão poderia rolar a transmissão.

Esse aparato de promoção faria com que mais pessoas fossem aos eventos, não só para jogar os Paralelos e sim para apreciar o evento, ver como andam as coisas e socializar com outros participantes.

A Domain tem trabalhado para que o GP São Paulo desse ano possa oferecer uma gama de eventos fora do âmbito “mesa de jogo” para que familiares, professores, curiosos e visitantes tenham uma experiência gratificante estando lá. Vai dar certo? Quem sabe, é uma tentativa. Contamos com sorte e trabalho duro para tal.

Hoje vemos diversos organizadores trabalhando para tornar seus eventos verdadeiros shows (Ertai, vou usar a palavra Show aqui em sua homenagem hehehe!!!). Não é necessária uma banda de rock, bebida ou comida grátis (não que também não seja bom), mas podemos fazer de cada evento uma coisa única. Especial e com isso, com um troféu, uma camiseta promo limitada, sorteios de produtos, prêmios não relacionados ao jogo, possamos fazer com que a sociedade veja e dê mais importância ao que fazemos do que simplesmente achar que somos um bando de “bobos” participando de algo que só nós entendem e só nós damos importância.

Não digo que espero que um dia alguém vá ao Programa do Jô e dê uma entrevista de como foi o Top 8 do mundial ou do Pro Tour X, ou que se discuta baralhos e match-ups no SportTV, com o galvão buenos gritando “Jabaaaaaaaa!” ou “Paaaaaaaulo Vitor” “Vai que é sua!” mas que ao menos a gente possa dizer que levantamos o caneco no GP mais recente realizado no país e que as pessoas de nossa própria família não virem para a gente com o já famoso ‘Que?!?”

Mas essencialmente tudo isso começa com a valorização de nós mesmo por nossas conquistas. Receber o troféu do Ethernal Domain, Magic 1000, GP ou dar uma entrevista para o blog da loja é o primeiro passo para que valorizemos nossos feitos.

Não pode ser que não seja importante alguém dizer para o outro “Eu fiz a final do GP Buenos Aires, não ganhei mas eu estava lá com 300 jogadores me observando e comentando cada movimento meu”

E sim senhor por que não? Parabéns Fanfarrão, parabéns Leit, Bertu, PV, JABÁ, Willy, Cassati, Paulo TTE, Brunilski e tantos outros (que o espaço não permite colocar).

Parabéns pelas vitórias e tenham muito orgulho das conquistas realizadas por vocês. Qualidade se comprova com regularidade e temos que começar a apreciar e elogiar os vencedores, ao invés de desdenhá-los como se fossem acasos.

Hall of Fame Brasil, por que não?

Abraços e até a próxima quinta!